Após tempos de desconhecimento e
preconceito, a terapia é atualmente reconhecida pela OMS – Organização Mundial
da Saúde - e está entre os procedimentos adotados pelo SUS – Sistema Único de
Saúde.
A filosofia e importância prática do Reiki vem conquistando cada vez
mais respeito e reconhecimento de pessoas e órgãos de saúde pública.
Apesar de ter sido criado em 1922 pelo monge budista japonês, Mikao
Usui, a OMS – Organização Mundial da
Saúde – reconheceu o Reiki há apenas uma década, e agora, há pouco mais de um
ano, o Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União a Portaria 849,
incluindo-o como uma prática integrativa na “Tabela de Procedimentos”
oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na categoria de “ações de
promoção e prevenção em saúde”.
O que isso significa?
“Que cada
vez mais pessoas estão saindo do desconhecimento e podendo aproveitar os
benefícios do Reiki”, responde a massoterapeuta, Francine Rezende, responsável
pelo Caminho Zhi – Terapias Integradas que, além do Reiki, oferece diversas
outras práticas de saúde e bem-estar.
Segundo
ela, algumas pessoas não acreditam nos benefícios do Reiki, porque é um
processo de imposição de mãos. “O desconhecimento gera muitas vezes um
preconceito equivocado de que o Reiki está vinculado à uma religião. E não
está”, afirma Francine.
O que é o Reiki então?
O Reiki é um método que faz parte do sistema tradicional japonês, e
objetiva a cura natural, o desenvolvimento pessoal e harmonização do corpo, da
mente e das emoções.
Rei é a energia cósmica, universal, essa grande energia
que funciona construindo tudo no mundo. ki é a nossa energia
vital, pessoal, biológica, fisiológica, de todos os corpos eletromagnéticos.
Reiki, portanto, nada mais é do que um processo que tenta sintonizar essas duas
energias através da imposição de mãos do reikiano (pessoa
habilitada para aplicar o Reiki), cujo corpo passa a ser um grande dínamo ou
uma grande bateria administradora de toda essa energia no momento da imposição
de suas mãos sobre o corpo de quem está recebendo a prática.
“Como
tudo na natureza, somos feitos de energia, uma energia que pode ser movimentada
em direção ao bom funcionamento de todo nosso corpo, físico ou emocional”,
ressalta a reikiana, que passou por um curso de formação em Massoterapia
Japonesa, em Goiânia (GO), onde o Reiki já vem sendo praticado em hospitais há
bastante tempo e é reconhecido como uma técnica efetiva de cura.
“O Reiki
atua nos centros de energia (chakras), chegando ao nosso sistema
endócrino, às nossas glândulas. É uma terapia muito ampla que pode ser aplicada
em qualquer circunstância. Não existe contraindicação. Pode ser aplicada para
tratar o lado emocional, por exemplo, em uma pessoa com depressão, que está se
sentindo frustrada, perdida, confusa, ou o lado físico: é muito utilizada para
tratar enxaquecas, dores no corpo, fibromialgia, bursite, etc.”, exemplifica
Francine.
Peter
Peixoto Cristaldo é arquiteto e há quatro meses vem experimentando o Reiki. Ele
conta que no momento da aplicação a sensação física é forte. “Sinto uma
movimentação intensa no local, como se meus músculos e células estivessem em
movimento mesmo. Além disso, a sensação psíquica é muito interessante, é de
relaxamento, de comunhão com algo maior, a gente entra em um estado meditativo,
me ajuda a desligar do estresse da rotina e também alivia dores que,
porventura, eu esteja sentido, como dor de cabeça, de estômago, na coluna, etc.”,
compartilha Peter.
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